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  • Engarrafamento na Dutra provoca briga entre prefeituras e concessionária

    Publicado em 27 de junho de 2009 admin Sem comentários

    O prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos (PR), decidiu entrar numa briga com a Nova Dutra, empresa do Grupo CCR que administra a Rodovia Presidente Dutra. Ele quer acabar com os engarrafamentos quilométricos nos horários de pico, nos trechos em que a via corta o município da Baixada Fluminense.Via Dutra
    Segundo o prefeito, a empresa não estaria cumprindo as exigências do contrato de construir pistas marginais para impedir a retenção do tráfego. Ele afirma ainda que a concessionária não realizou obras de acabamento nas estruturas dos viadutos, e teria obstruído acessos aos bairros que ficam às margens da via. A Nova Dutra contestou, em nota, as acusações.
    “Eles fizeram obras de pavimentação na pista principal, que é uma coisa visível, mas deixaram de cuidar das ruas paralelas, que servem de acesso às comunidades situadas à beira da via. Viraram becos. Não passaram sequer uma camada de asfalto e nem mesmo ampliaram a galeria de drenagem. Quando cair uma chuva mais forte, certamente os moradores dessas comunidades vão sofrer com enchentes”, explica o prefeito.

    ‘Pontos críticos’

    Matos ressalta que a Via Dutra passou por “significativa melhora de suas condições gerais após a privatização, mas ainda possui pontos extremamente críticos” com um grande número de congestionamentos.

    Os transtornos no trecho da via com 402 quilômetros de extensão e que liga as duas regiões metropolitanas mais importantes do país, Rio de Janeiro e São Paulo, afetam municípios da Baixada Fluminense chamados “dormitórios”, como São João de Meriti, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Queimados e Japeri.
    Segundo Sandro Matos, o contrato de concessão com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) determina que durante a execução das obras sejam indicadas vias alternativas para minimizar os impactos dos engarrafamentos.
    Sandro Matos garantiu que esteve reunido, há quatro meses, com representantes da empresa para buscar uma solução conjunta para esses problemas. Mas, pelo jeito, os entendimentos não avançaram.

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    Segundo o prefeito, não foram ampliadas as galerias de drenagem, o que pode provocar enchentes em comunidades às margens da via. (Foto: Divulgação/Ronaldo Bapt)

    “Fecharam os acessos a Coelho da Rocha, que tem causado um grande transtorno para os motoristas. Além disso, não foi feito nenhum acabamento nas obras dos viadutos e as pessoas, correndo riscos, passaram a usar a parte de baixo como passagem”, alerta.
    Não é a primeira vez que Sandro Matos faz cobranças da concessionária. Em 2005, como deputado federal e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, fez requerimento de uma audiência pública com os representantes da Nova Dutra e da ANTT, que é o órgão fiscalizador.
    Mas não é o único a reclamar. No início de junho, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), alegando razões ambientais, decidiu proibir a passagem de caminhões pela Via Dutra, nos dias úteis, das 5h às 10h.
    A pressão, na verdade, era para reduzir os engarrafamentos matinais. Em alguns horários, passageiros de ônibus e motoristas reclamam de levar até três horas para chegar ao Rio.

    Prefeito quis impedir tráfego de caminhões

    Lindberg chegou a propor que os demais prefeitos da Baixada Fluminense tomassem medidas semelhantes. O prefeito justificou que a determinação teria consequência direta na vida de seis milhões de pessoas, não só de Nova Iguaçu, mas de outras cidades.
    Mas, ele revogou o decreto antes que entrasse em vigor. Depois de uma reunião em Brasília com o superintendente de Exploração de Infraestrutura da ANTT, Mário Mondolfo, e com o presidente da Nova Dutra, Maurício Soares Negrão, prometendo uma solução emergencial, o prefeito voltou atrás.

    Nova Dutra responde

    A Nova Dutra respondeu ao G1 com a seguinte nota:

    “Os engarrafamentos naquele trecho da rodovia estão sendo provocados por falta de capacidade da rodovia e não por causa de obras. O aumento da capacidade de tráfego na região vem sendo feito desde 1997, com a construção de vias marginais na área metropolitana do Rio de Janeiro. Já foram construídos 13,8 quilômetros de novas pistas marginais entre as cidades do Rio de Janeiro e de Nova Iguaçu. Um novo trecho de mais 3,9 quilômetros de marginais está em execução até a entrada de Belford Roxo, totalizando 17,7 quilômetros de novas pistas marginais na Grande Rio. Esse último segmento será entregue até o final deste ano e vai minimizar sobremaneira os congestionamentos diários.”

    Fonte: G1

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